Caro Engenheiro José Socrates:
Da próxima vez que esteja a limpar o seu imaculado rabinho com o papel higiénico pago com o dinheiro dos meus impostos, lembre-se que para além da residência oficial, há outros locais onde o dito faz falta, nomeadamente no WC da urgência pediátrica do Hospital SFX em Lisboa. E já agora: há três semanas que não há detergente para lavar as mãos.
Estará Vossa Excia. a poupar papel para os cartazes da próxima campanha eleitoral?
Obrigado pela sua atenção,
Um contribuinte cumpridor.
terça-feira, 29 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Deolinda - Que parva que eu sou.
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!
E fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
http://www.youtube.com/watch?v=Zw4NwOwBd5w
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!
E fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
http://www.youtube.com/watch?v=Zw4NwOwBd5w
A Ana Bacalhau de parva não tem nada, estamos de volta à música de intervenção e bem que precisamos dela!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
FELIÇ NATAL
Que la lhuç de la streilha de Natal benga almear i anchir de cuntentamiento a todos ls coraçons.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
As pessoas sensíveis
As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não: "Com o suor dos outros ganharás o pão."
Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.
.
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De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não: "Com o suor dos outros ganharás o pão."
Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.
Sophia de Mello Breyner Andresen
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
PRESÉPIO PORTUGUÊS: O autêntico e original!
| Este presépio ainda não é Made in China! Boas Festas! Que o menino Jesus possa nascer este Natal e a sua luz ilumine o coração de todos. |
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
António Aleixo - O Filósofo do Povo
Há tantos burros mandando em homens de inteligência,
que ás vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência.
António Aleixo
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